El País vira plataforma de acusações de Lula contra justiça, Brasil e Bolsonaro.

Na última quarta-feira (dia 27 de novembro) o TRF-4 julgou em segunda instância o ex-presidiário/presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relativos ao sítio de Atibaia. 

O tribunal impôs dupla derrota ao ex-presidente, primeiro considerou improcedente o pedido absurdo de anulação do julgamento em primeira instância que alegava que a juíza Gabriela Hardt teria plagiado sua sentença. Os juízes chegaram a demonstrar que menos de 2% de toda a sentença se assemelha a sentença que teria sido plagiada.

O TRF-4 considerou o ex-presidente culpado por unanimidade e aumentou a pena de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias.

Na quinta-feira em entrevista ao jornal El Pais em inglês (matéria completa aqui), lula segue a estratégia de reforçar a narrativa internacional de que sofreu um processo político.

Na entrevista o ex-presidente acusa o sistema judiciário de tê-lo perseguido, repete que não houve prova para sua condenação e que o processo é simplesmente político.

Disse que Moro faz parte de uma gangue que usa o poder judiciário para fins políticos e acusou ele e o promotor, que por função era responsável pela acusação, de terem mentido sobre ele.

Em matéria anterior explicamos que reforçar internacionalmente a narativa que haveria alguma forma de perseguição política às esquerdas é uma estratégia declarada do foro de São Paulo, inclusive documentada no site.

veja aqui a matéria a respeito:

O Foro “Imaginário” de São Paulo e Lula Livre.

Em relação ao Bolsonaro acusou-o de não respeitar a democracia, disse que o ex presidente tornou o país pior, alegou em determinado momento que “o povo brasileiro precisa de emprego e livros, mas Bolsonaro quer dar-lhes armas”.

Na entrevista Lula adotou o discurso remetendo aos anos 70 e 80 de mobilização sindical e greves. Acusou Bolsonaro de ter sido o responsável por agitar as manifestações contra Dilma, o que pode ser uma tentativa de reforçar a narrativa absurda e que haveria algum plano começado em 2013 para colocar Bolsonaro no poder.

O El País não questionou o ex-presidente sobre as provas contra ele, não questionou o ex presidente sobre a mudança no entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância e não confrontou o presidente sobre os resultados positivos que contrapõem sua narrativa catastrófica sobre os resultados do país.

Como falamos em outra matéria (veja aqui), não existem imprensa isenta, não é possível que haja e nem precisa, pela perspectiva liberal, existir, mas ao tentar passar a idéia de “imparcialidade” o jornal mente e ao deixar de buscar a verdade dos fatos em mentiras claras, o jornal é desonesto.

Veja também:

A Mídia definitivamente não é isenta!

Um comentário

  1. Há muitos políticos corruptos no congresso nacional, legislando em causas próprias , fazendo leis para defenderem a classe política. Esquecendo a sociedade.
    O melhor remédio nesse momento , seria o AI-5. Brasil acima de tudo.

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