Trump ataca comercialmente o Brasil? Não! Ele ataca a própria população.

CASO VOCÊ NÃO SAIBA

Nesta segunda-feira, dia 02/12, o presidente americano Donald Trump publicou um Tweet onde acusou o Brasil e a Argentina de propositalmente desvalorizarem o próprio câmbio para ter uma competitividade desleal no mercado internacional.

Segundo presidente norte-americano isso seria uma ação deliberada dos governos dos dois países e prejudicaria os fazendeiros americanos. Ele anunciou que em retaliação irá retomar barreiras contra alumínio e aço desses dois países.

ISSO FAZ SENTIDO?

É verdade que o câmbio se desvalorizando tende a aumentar as exportações dos países em um primeiro momento, mas juntamente com isso os produtos exportados tendem a sofrer uma pressão inflacionária e a tendência é que eventualmente, em uma poítica liberal, com o livre-mercado atuando, os preços se irão se equilibrar com o mercado internacional.

Esse é o processo natural que ocorre sempre que as barreiras não estão presentes, o diferencial no fim das contas será sempre a produtividade, quem tiver a maior produtividade será mais competitivo no mercado e consequentemente os concorrentes irão ou se atualizar, ou quebrar.

O BRASIL DESVALORIZOU PROPOSITALMENTE SEU CÂMBIO?

Precisamos entender que não é verdade que o Brasil tenha desvalorizado o câmbio frente o Dólar propositalmente. Se olharmos o movimento da moeda americana frente outras moedas, há de se perceber que a moeda deles está se valorizando frente o mercado de câmbio internacional.

Que o Brasil tenha desvalorizado propositalmente a moeda, ou deixado-a desvalorizar simplesmente é uma mentira, pelo contrário, no dia 28/11 para conter a desvalorização do Real, o governo Brasileiro vendeu 1 bilhão de dólares em reservas e anunciou que venderá mais US$ 7,5 Bilhões no mercado à vista, o que pode tentar segurar mais a moeda.


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O QUE ESTÁ POR TRÁS DA DECISÃO?

Se o Real não foi propositalmente desvalorizado e o dólar vem se valorizado é uma questão de lógica o que está por trás da fala.

Temos diversas críticas a todos o setores produtivos brasileiros, a produtividade do país como um todo não é algo louvável e o Estado extremamente pesado, burocrático e fomentador da insegurança jurídica, tende a tornar tudo produzido aqui menos competitivo e eficiente.

Uma grande exceção é a agropecuária Brasileira, que é uma das mais competitivas do mundo, extremamente tecnológica e altamente produtiva mesmo com a legislação que atrapalha bastante.

A questão é que no comércio exterior um dos maiores competidores do agro brasileiro é justamente o agro americano.

Então tal qual Macron que tentou boicotar o acordo do Mercosul com a União Européia para proteger seu agronegócio, Trump tenta o agronegócio americano, mas principalmente os produtores de aço e alumínio.

NOSSO MINDINHO DE PROSA

Alguns argumentarão que o presidente norte-americano faz o trabalho dele pensando em proteger o povo americano, inocente engano. A prática de barreiras alfandegárias não pretende proteger a população, mas o agro-negócio e os produtores de aço e alumínio norte-americanos.

Na verdade o que apesar de no mundo todo ainda ouvirmos esse discurso mercantilista, até mesmo em governos que se dizem liberais, na verdade essas práticas servem ao corporativismo de grupos de pressão que desejam o protecionismo do Estado, mesmo sob prejuízo dos demais cidadãos do estado.

É preciso refletir que quando o Estado taxa produtos estrangeiros mais baratos que entram no país o que ele faz é tornar os produtos mais caros para toda a população e o benefício é apenas para o setor privilegiado.

Um exemplo prático é o Brasil, taxava-se pesadamente (mais que hoje) a importação de carros, o resultado foi que até o início da década de 90 os carros nacionais além de caros eram extremamente defasados, você não conseguia comprar um carro com ar condicionado, vidro elétrico, direção hidráulica e muito menos air-bags com preços acessíveis.


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Na Europa toda carne bovina é extremamente cara, o motivo disso é que a união européia taxa pesadamente carnes de países fora da União Européia, como por exemplo a brasileira, que é provavelmente o produtor de carnes bovinas mais competitivo no mundo.

O resultado disso é que a França que tem um agronegócio extremamente ineficiente, permanece com o setor ineficiente com um monopólio e os cidadãos europeus comprar carne mais cara que se simplesmente importassem.

O uso de barreiras alfandegárias via de regra é uma ferramenta de manutenção de privilégios, Trump pensa em agradar os setores interessados em ano de eleição e politicamente dirá que é para proteger sua produção e emprego.

A política que deve ser seguida para favorecer a população é a liberal, derrubar barreiras e permitir que as pessoas tenham acesso ao melhor e mais barato.

OBS1 (Para Jóvens): Você paga 1.000.000 de reais no celular de última geração e no playstation, dentre outros motivos, por conta dessas barreiras que visam proteger uma indústria, QUE NÃO TEMOS.

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