STF manda PF fazer busca e apreensão na casa de líder de movimento conservador.

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Nesta quinta-feira, por volta das 6 da manhã, cerca de 8 policiais federais foram à casa do líder do Movimento Conservador, Edson Salomão, que também é chefe de gabinete do Deputado Estadual Douglas Garcia, fazer busca e apreensão em dispositivos eletrônicos, computadores e celulares, a mando do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em vídeo veiculado no Facebook da Direita São Paulo, Edson contou que o mandado de busca e apreensão vinha com a identidade de quem solicitou sob sigilo, mas que foi ordenada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Para Edson essa busca foi consequência da CPMI da fakenews, quando Edson teria sido citado pela Deputada Joice Hasselmann e segundo ele a motivação seria a sua pré-candidatura a prefeito da cidade de São Paulo, eleição também almejada por Joice.

A que pese não concordarmos com muitas posições do Movimento Conservador, é inadmissível que a casa de um cidadão seja invadida pela política federal a mando de um ministro do STF, sem que haja robusto motivo, que deve se tornar público justamente para manter o judiciário sob vigilância.

Deixando de lado o debate jurídico, é ridículo pensar que, caso se confirmem as declarações dadas por Edson, estamos em um país onde prisão de condenados é a exceção, mas que memes e “fakenews” são motivos suficientes para que a casa das pessoas seja invadida às 6 da manhã e seu pertences subtraídos.

O poder judiciário reiteradamente tem invadido competência de outros poderes, legisla, interfere em decisões administrativas, e por vezes é a principal causa da própria instabilidade jurídica no país.

Pelo equilíbrio entre os poderes, está na hora de se pensar em limitar a força do judiciário em especial limitar as forças do STF.

O liberalismo supõe que a liberdade de cada indivíduo, assim como sua propriedade deve ser respeitada, de outros particulares e principalmente do Estado, que sempre que possível, será usado contra particulares em defesa de interesses escusos de outros particulares.

Sem fazer juízo de valor do mérito da busca e apreensão, ainda desconhecidos, o STF precisa esclarecer o motivo dessa ação, trazer a público o porquê do envolvimento direto da Suprema Corte e qual foi a materialidade para essa intervenção direta na vida privada do cidadão.

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